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ESTUDOS

Estudo 8 - Oração e jejum: armas poderosas no arsenal

Introdução

"Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos." Efésios 6:18

Quantas vezes você pensou na oração como uma arma? Lembre-se de que depois de descrever as partes da armadura espiritual em Efésios 6, Paulo acrescentou o versículo anterior, revelando que a frase completa “toda a armadura de Deus” (versículos 11 e 13).

Depois de estarmos vestidos de toda a armadura, conforme descrito na Palavra (Efésios 6: 14-17), para estarmos devidamente seguros, precisamos usar essas duas armas do arsenal do Senhor: oração e jejum, que são os dispositivos de combate mais poderosos em todo o arsenal do mundo.

“Além das armas de defesa e ataque, você precisa dessas outras duas em seu arsenal se quiser atacar e derrotar Satanás e seus demônios de forma eficaz.”

E sabe quais são as vantagens ou os grandes potenciais da oração e do jejum? (1) a oração nos permite ouvir Jesus, o Capitão do exército de Deus, e (2) O jejum nos dá acesso aos recursos do poder de Deus para fazer Sua vontade.

O PAPEL DA ORAÇÃO

Muitas guerras espirituais acontecem em nível cósmico entre os santos anjos de Deus e Satanás e seus demônios (veja Daniel 10; Judas 9). Não há indicação de que os fiéis estejam diretamente envolvidos nesta fase da guerra, exceto por meio da oração.

Às vezes temos que lutar de joelhos para vencer.

Homens e mulheres devem estar equipados para orar por famílias, igrejas, cidades e nações. Eles devem proteger e fortalecer suas vidas contra os ataques do inimigo. Todo crente deve ser encorajado a se juntar a um exército de intercessores. Às vezes temos que lutar de joelhos para vencer. Deus está chamando homens e mulheres para a guerra através da oração.

ORAÇÃO E JEJUM

Um Comando em Seis Partes.

Vamos dar uma olhada mais de perto em Efésios 6:18 e nos seis aspectos da oração que ele enfatiza: "Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos."

Na Bíblia Viva, o versículo diz: "Ore o tempo todo. Peça a Deus qualquer coisa que esteja de acordo com os desejos do Espírito Santo. Converse com Ele, lembrando-O de suas necessidades, e continue orando fervorosamente por todos os cristãos em todos os lugares."

Neste versículo importante, aprendemos que devemos:

1. Ore sempre.

2. Ore com toda oração e súplica.

3. Ore no Espírito

4. Vigie em oração

5. Persevere na oração

6. Ore por todos os santos

ORE SEMPRE

Colossenses 4:2 sempre repete o mesmo tema de Efésios 6:18, dizendo: "perseverai na oração, vigiando nela com ações de graças". A Nova Versão Internacional diz: "Dedique-se à oração, esteja alerta e seja grato." Devemos nos dedicar à oração fervorosa, incluindo orações de guerra. Não há nada que não possamos levar ao trono de Deus. Em todas as coisas, podemos pedir Sua graça, força e poder.

A base sobre a qual nos aproximamos de Deus em oração de guerra é a justiça de Jesus Cristo. Jesus nos dá acesso ao Pai, portanto, confie nEle e na certeza de ajuda em tempos difíceis.

"Para que agora, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus seja conhecida dos principados e potestades nos céus, Segundo o eterno propósito que fez em Cristo Jesus nosso Senhor, No qual temos ousadia e acesso com confiança, pela nossa fé nele." (Efésios 3:10-12).

"Visto que temos um grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou nos céus, retenhamos firmemente a nossa confissão. Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno." (Hebreus 4:14-16).

ORE COM TODA ORAÇÃO E SÚPLICA

A oração de guerra inclui muitos tipos de orações e súplicas a Deus. Paulo escreveu a Timóteo: "admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam súplicas, orações, intercessões, e ações de graças, por todos os homens; Pelos reis, e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade; Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador, Que quer que todos os homens sejam salvos, e venham ao conhecimento da verdade." (1 Timóteo 2: 1-4)

Quando vamos diante do trono, devemos orar ao Pai, por meio do Filho. Devemos também ir com uma atitude de humildade, que não negue a ousadia com que vamos. Humilhar-se não significa ser passivo. Devemos entender, novamente, que nossa coragem é baseada na obra de Cristo, não em nossos próprios esforços. Sem Cristo, não somos nada e nada podemos fazer (ver João 15:5).

Pedro escreveu: "Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte" (1 Pedro 5:6). Podemos confiar completamente em Deus se vivermos e trabalharmos em obediência a Ele, sabendo que Ele cuidará de tudo o que nos diz respeito.

Nesta seção, quero discutir os cinco aspectos da oração de guerra: Perdão, Súplica, Intercessão, Gratidão e Louvor.

O perdão proporciona acesso claro à graça e ao poder de Deus.

A oração de guerra inclui perdão. Como vimos no estudo anterior, uma das maneiras mais eficazes de liberar o poder de Deus é perdoar aqueles que nos ofenderam ou machucaram. O perdão proporciona acesso claro à graça e ao poder de Deus. Jesus disse:

"Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, Deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão e, depois, vem e apresenta a tua oferta." (Mateus 5:23-24)

"Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas." (Mateus 6: 14-15)

O perdão não só traz cura e restauração, mas também nos conecta a Deus Pai e Jesus, nosso Capitão, permitindo-nos ouvir instruções e direções divinas na oração de guerra.

A oração de guerra inclui súplica e intercessão.

Súplica envolve pedidos ou petições: (1) Intercessão envolve pedir em nome de outros ou (2) em resposta às ações de outros.

No Novo Testamento, há muitos exemplos de crentes oferecendo súplicas e intercessão a Deus. Além disso, em outros lugares onde a palavra intercessão aparece no Novo Testamento, ela descreve as orações de Jesus e do Espírito Santo em nosso favor. (Veja, por exemplo, Romanos 8:26–27, 34).

Lemos em Hebreus 7:25: "Portanto, [Jesus] pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles". Podemos seguir o exemplo das fervorosas orações de Cristo quando intercedemos pelos outros.

A oração de guerra inclui gratidão.

Quando temos um coração grato, atribuímos a Deus tudo o que acontece em nossas vidas. O diabo atribui o mal a Deus, mas o crente sabe que Deus é bom:

"Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação." (Tiago 1:17).

“E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” (Romanos 8:28).

Além disso, quando expressamos gratidão a Deus por Sua misericórdia e amor, estamos exaltando Seu Santo Nome. Deus responde às orações daqueles que verdadeiramente O honram de todo o coração.

A oração de guerra inclui louvor.

"Portanto, ofereçamos por ele [Jesus] sempre a Deus sacrifício de louvor, que é o fruto dos lábios que confessam o seu nome" (Hebreus 13:15).

O louvor é uma parte vital da oração porque nos leva à presença de Deus, que habita nos louvores do seu povo. O salmista disse: "Contudo, tu estás... entronizado entre os louvores de Israel" (Salmo 22:3).

Deus é digno do nosso louvor. A ideia de que nosso louvor agrada a Deus é algo tremendo para se pensar.

O louvor é uma parte vital da oração porque nos leva à presença de Deus, que habita nos louvores do seu povo.

O louvor também nos dá força quando colocamos nossa confiança em Deus. A esposa de Jó disse a ele para amaldiçoar a Deus e morrer (ver Jó 2:9). Em vez disso, ele louvou a Deus e viveu (ver Jó 1:21-22; 2:10; 42:10-16).

Mais uma vez, o Senhor tem controle sobre todas as circunstâncias de nossas vidas e as usa para nosso benefício. Ele está conosco durante as adversidades e luta por nós nas batalhas da vida. Quando glorificamos a Deus, podemos colocar as coisas, as pessoas e os eventos da vida em uma perspectiva eterna.

ORANDO NO ESPÍRITO

Você e eu fomos criados para sermos vasos e instrumentos do Espírito de Deus. Com a rebelião, a humanidade fechou a porta diante de Deus, mas Jesus veio para criar uma nova raça de seres humanos naqueles em quem Deus pode habitar e através dos quais Ele pode trabalhar. Quando estamos em Cristo, vivemos no Espírito, andamos no Espírito e oramos no Espírito.

Orar no Espírito geralmente significa falar em uma língua celestial ou terrena que você não conhece, através do poder do Espírito Santo. Em Marcos 16:17, Jesus disse: "E estes sinais seguirão aos que crerem: em meu nome expulsarão demônios, e falarão novas línguas..." Os crentes falaram em línguas pela primeira vez no dia de Pentecostes, depois a ascensão de Jesus ao Céu, quando os discípulos receberam a promessa do dom do Espírito: “Todos estavam cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo os capacitava a falar” (Atos 2:4).

Orar no Espírito é crucial para a oração de guerra porque há muitas coisas acontecendo no mundo espiritual das quais não temos consciência.

O apóstolo Paulo disse que quando uma pessoa ora em uma língua celestial, ela "não está falando aos homens, mas a Deus". Então ore no Espírito.

O dom do Espírito Santo, dado a nós por meio de Jesus, nos capacita a orar pelas necessidades que são importantes para Deus e pelas necessidades dos outros, das quais talvez nem tenhamos consciência: "Da mesma forma o Espírito nos ajuda em nossa fraqueza, porque não sabemos como orar, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis" (Romanos 8:26).

Orar no Espírito nos dá a certeza de que Deus está cuidando de tudo e nos dá paz em tempos de provação.

VIGIAI EM ORAÇÃO

A palavra grega para “vigiar” em Efésios 6:18 significa “estar alerta” e vem da frase “estar em guarda”.

Este aviso é semelhante ao de Gálatas 6:9, que diz: "E não desanimeis de fazer o bem, pois no tempo certo colheremos, se não desanimarmos". Não podemos nos cansar de participar da oração de guerra ou ficar muito preguiçoso sobre isso.

Fomos chamados a prestar atenção às necessidades do Corpo de Cristo e a nos concentrar diligentemente naquilo que oramos. Como lemos anteriormente: “Perseverai em oração, velando nela com ação de graças.” (Colossenses 4:2).

PERSEVERE NA ORAÇÃO

Se você quer ser um crente triunfante vivendo na vitória de Cristo, não deve esperar andar com o Senhor sem lutar pela sua fé. Uma vida de fé em Jesus Cristo é uma vida de conflito. A guerra espiritual é intensa e envolve batalhas ferozes e cruéis.

O diabo se oporá a você. Às vezes, você vai sentir como se o inferno estivesse contra você. A vitória na guerra espiritual é possível se o Espírito Santo capacitar você a lutar por meio da oração. Uma das características de um verdadeiro guerreiro espiritual é que quanto mais difícil é a batalha que ele luta, mais ele continua lutando. É persistente, não passivo. Ele é um vencedor, não uma vítima.

O crente que quer ser vencedor nas batalhas espirituais luta até vencer a guerra. Entenda que batalhas espirituais exigem táticas espirituais e luta com as armas espirituais mais poderosas de Deus: oração e jejum.

Homens e mulheres corajosos são uma fonte constante de frustração para o inimigo. Eles entendem que Satanás usa a fraqueza humana para tentar destruí-los e aos seus entes queridos. Mulheres corajosas lutarão por seus filhos, maridos e familiares com a Palavra de Deus. Elas são sensíveis ao Espírito Santo e prontamente farão o que a Palavra lhes diz para fazer em situações difíceis. Por meio da oração, elas protegerão seus lares dos poderes destrutivos do inimigo.

A Palavra de Deus é uma arma muito poderosa de artilharia espiritual. Quando você usa a Bíblia na intercessão de guerra, você pode derrotar o mal e declarar as promessas e a vitória de Deus para sua vida e a vida de seus familiares.

A luta entre o mundo visível e o invisível, mesmo no âmbito da oração, é claramente ilustrada nas provações do profeta Daniel, como já vimos.

Enquanto Daniel orava, um espírito maligno invisível impediu que suas orações fossem respondidas. Ainda assim, Daniel estava confiante de que, mesmo que a resposta demorasse, suas orações seriam ouvidas. Da mesma forma, quando oramos, há "principados, potestades... as forças espirituais da maldade nas regiões celestiais" (Efésios 6:12) que tentarão se opor a nós. Como Daniel, podemos ter certeza de que Deus ouve e reconhece nossas orações no momento em que as dizemos, e que por meio de Sua Palavra Ele ouvirá e reconhecerá nossas orações. Às vezes, precisamos perseverar até recebermos as respostas que buscamos.

Na guerra espiritual, todos os recursos do Céu estão à nossa disposição.

Uma coisa importante a ser observada na experiência de Daniel é que os anjos estão muito mais envolvidos nos assuntos dos homens e das nações. O anjo de Deus veio em resposta às orações de Daniel, enquanto demônios imundos se opunham a ele.

Mais do que isso, os anjos caídos pareciam estar associados a reinos políticos e seus governantes. O anjo disse a Daniel: "Sabes por que eu vim a ti? Agora, pois, tornarei a pelejar contra o príncipe dos persas; e, saindo eu, eis que virá o príncipe da Grécia." (Daniel 10:20). Ainda assim, podemos saber que na guerra espiritual, todos os recursos do Céu estão à nossa disposição. O poder político de reinos e até mesmo de exércitos inteiros não é páreo para Deus.

Por exemplo, em 2 Reis 6, lemos que o exército sírio estava lutando contra Israel. Deus revelou ao profeta Eliseu todos os planos de batalha do rei sírio com antecedência. O profeta contou ao rei de Israel seus planos e todos os ataques da Síria foram frustrados. O rei da Síria descobriu que Eliseu era a fonte de seus problemas, então enviou seu exército para sequestrá-lo.

As tropas sírias sitiaram a cidade de Dota, onde Eliseu estava. Quando o servo de Eliseu se levantou cedo pela manhã e olhou para fora da tenda, ele viu que o vasto exército sírio havia cercado a cidade. Em pânico, ela correu até Eliseu e contou a ele o que tinha visto. Embora o servo estivesse aterrorizado pelo inimigo que os estava atacando e os cercaram, Eliseu permaneceu calmo, pois sabia de algo que seu servo não sabia. Ele sabia que uma guerra espiritual estava sendo travada e que os inimigos terrenos não são ameaça quando as hostes celestiais estão do seu lado. Ele então orou para que Deus abrisse os olhos de seu servo para que ele pudesse ver o "exército invisível" em ação, protegendo-os: "E ele disse: Não temas; porque mais são os que estão conosco do que os que estão com eles. E orou Eliseu, e disse: Senhor, peço-te que lhe abras os olhos, para que veja. E o Senhor abriu os olhos do moço, e viu; e eis que o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo, em redor de Eliseu. E, como desceram a ele, Eliseu orou ao Senhor e disse: Fere, peço-te, esta gente de cegueira. E feriu-a de cegueira, conforme a palavra de Eliseu. Então Eliseu lhes disse: Não é este o caminho, nem é esta a cidade; segui-me, e guiar-vos-ei ao homem que buscais. E os guiou a Samaria." (II Reis 6:15-19)

O exército celestial foi enviado para proteger os servos de Deus. Eliseu orou para que o exército inimigo fosse colocado às cegas. Como resultado, ele conseguiu colocar todo o exército sírio nas mãos do exército israelense. Muitas vezes, Deus permitiu alguns de Seus servos ver Seu exército celestial. Ele está sempre disposto a enviar Seu exército em resposta às orações dos crentes.

Deus pode enviar um exército de anjos, como fez com Eliseu, ou pode enviar apenas um anjo, como fez com Daniel, mas responderá às suas orações. Acredite e confie nEle em todos os momentos.

"Em Deus está a minha salvação e a minha glória; a rocha da minha fortaleza, e o meu refúgio estão em Deus. Confiai nele, ó povo, em todos os tempos; derramai perante ele o vosso coração. Deus é o nosso refúgio." (Salmo 62: 7-8)

ORE POR TODOS OS SANTOS

Como podemos orar por todos os santos? Primeiro, devemos estar cientes das necessidades dos crentes em nossas famílias, igrejas e locais de trabalho e nos comprometer a orar regularmente por eles.

Também podemos ficar em contato com as necessidades dos cristãos ao redor do mundo por meio de relatórios missionários e alertas de perseguição. Podemos interceder pelos outros por meio da sabedoria e do poder do Espírito Santo. "E aquele que sonda os corações conhece a mente do Espírito, porque o Espírito intercede pelos santos segundo a vontade de Deus" (Romanos 8:27).

Além dos santos, devemos orar também por aqueles que ainda não conhecem o Senhor e por aqueles que se opõem às coisas de Deus. O apóstolo Paulo tinha sido um forte oponente da igreja e mais tarde foi considerado um de seus líderes fundamentais. O Senhor tem propósitos e planos maravilhosos além nossa imaginação. Se formos fiéis na oração, Ele realizará Suas obras de salvação, cura e libertação no mundo.

A ORAÇÃO É UM CAMPO DE BATALHA

Ao nos envolvermos na guerra espiritual, devemos perceber que a oração não é apenas uma arma, mas também um campo de batalha em si! É a arena ou campo de batalha em que ocorrem conflitos espirituais ferozes. Como mencionei, quando nos apresentamos a Deus em oração, Satanás pode começar a nos acusar, como acusou o sumo sacerdote Josué (veja Zacarias 3:1). O diabo pode chamar a atenção para nossas deficiências e nossa "roupa suja" (versículos 3-4).

Novamente, devemos nos basear no fato de que Cristo removeu nossos pecados e os substituiu por Sua justiça.

As batalhas espirituais geralmente não são vencidas em público; mas em intimidade secreta e privada com Deus.

Satanás ataca facilmente a oração porque sabe que as vitórias são conquistadas ou perdidas no campo de batalha da oração pessoal. Neste campo de batalha espiritual, grandes homens e mulheres recuperaram a fé, restauraram a confiança em Deus e em si mesmos e venceram batalhas espirituais decisivas.

O campo de batalha da oração é também a arena na qual conquistamos talvez nosso maior inimigo: o "eu". Nessa zona de combate, há um choque entre o desejo de agradar a Deus e o desejo de agradar às pessoas. Se quisermos viver um estilo de vida de obediência e amizade com Deus, como discutimos no estudo anterior, precisamos alcançar a vitória por meio da oração.

JEJUM E GUERRA ESPIRITUAL

O jejum também é uma arma poderosa de guerra espiritual, pois nos dá acesso aos recursos do poder de Deus. Veja o poder do jejum para superar fortalezas espirituais:

"Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas; Destruindo argumentos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo; E estando prontos para vingar toda a desobediência, quando for cumprida a vossa obediência." (2 Coríntios 10: 4-6)

Em Mateus, vemos um exemplo do tipo de fortaleza que o jejum pode destruir. Os discípulos de Jesus não conseguiam expulsar o espírito maligno da epilepsia de uma criança. Depois que Jesus expulsou o demônio, ele explicou aos seus discípulos por que eles não conseguiam expulsá- lo sozinhos: por causa de sua pouca fé. "E Jesus lhes disse: Por causa de vossa incredulidade; porque em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e há de passar; e nada vos será impossível. Mas esta casta não se expulsa senão por oração e jejum."(Mateus 17:20-21)

O jejum nos dá acesso aos recursos do poder de Deus.

JEJUM NAS ESCRITURAS

A prática do jejum é ensinada com destaque nas Escrituras. O jejum foi estabelecido com o propósito (assim como o arrependimento) de nos aproximarmos de Deus, pedirmos força, pedirmos cura e buscarmos a orientação e a ajuda de Deus.

- Em Êxodo 34:27-28, Moisés jejuou quando estava em comunhão com o Senhor e recebendo instruções para o povo de Israel.

- Em 1 Samuel 7:3-6, o povo de Israel jejuou para que a glória de Deus retornasse à nação.

- Em 2 Samuel 3:30-35, Davi jejuou quando estava de luto pela morte de um amigo próximo.

- Em Ester 4:15-17, Ester pediu a seus amigos e criadas judias que jejuassem e orassem por ela porque ela precisava que o rei protegesse os judeus da ruína.

- Em Esdras 8:21-23, Esdras jejuou em busca de proteção e orientação enquanto ele e outros israelitas exilados viajavam da Babilônia para Jerusalém.

- Em Neemias 1:1-11, Neemias jejuou em arrependimento pelos pecados de Israel e para dirigir a reconstrução do muro de Jerusalém.

- Em 2 Crônicas 20:1-3, Josafá jejuou quando a nação de Israel enfrentou uma situação ameaçadora.

- No Salmo 35:11-13, Davi jejuou até mesmo por seus amigos desleais quando eles ficaram doentes.

- Em Lucas 2:37, aprendemos que o jejum era uma parte regular do regime espiritual de Ana, uma mulher de Deus e de profecia.

- Em Mateus 4:1-2, Jesus jejuou por um longo período antes de começar Seu ministério na Terra.

- Em Mateus 6:16-18, a declaração de Jesus “Quando jejuardes…” mostra que Ele assumiu que Seus discípulos jejuavam e deu instruções específicas para eles seguirem.

- Em Atos 9:1-18, Paulo jejuou por três dias antes de receber o Espírito Santo.

- Em Atos 13:1-3, enquanto os anciãos da igreja estavam jejuando e orando, o Espírito Santo falou com eles e disse-lhes para comissionar Paulo e Barnabé como missionários.

- Em Atos 14:23, Paulo e Barnabé jejuaram antes de nomear os presbíteros das igrejas.

Nas Escrituras, aprendemos que o jejum desempenha um papel importante na vida e nas atividades do povo de Deus. Deve ser uma parte importante da nossa vida espiritual, incluindo nossa guerra espiritual. Essas armas poderosas são uma parte vital do nosso arsenal espiritual.

Vejamos agora os diferentes tipos e exemplos de jejuns.

TIPOS E EXEMPLOS DE JEJUM

Um jejum total não envolve comida nem água. Um jejum total é o tipo que Ester e suas amigas fizeram por três dias e três noites (veja Ester 4:16). Um jejum limitado é uma restrição que uma pessoa coloca em certos tipos de comida. Foi o que Daniel fez quando jejuou por três semanas (Daniel 10:3)

A forma mais pura e tradicional de jejum é beber apenas água. Um adulto precisa de três litros de água por dia. Geralmente obtemos essa quantidade dos alimentos que comemos, como frutas e bebidas que bebemos. Durante o jejum, é essencial beber pelo menos 12 copos de líquido por dia. Nutricionistas recomendam uma combinação de vários sucos de frutas e vegetais.

Quando você passa um dia em jejum, seu corpo ainda obterá energia dos alimentos ingeridos no dia anterior, o que causará um desconforto mínimo.

No entanto, em vez de ter uma agenda agitada em um dia de jejum, considere se envolver em atividades tranquilas e significativas, como oração e estudo da Bíblia, se possível.

Alguns dias antes do jejum, você deve reduzir a ingestão de líquidos que contenham cafeína, como café, chá e refrigerantes, o que reduz o potencial de dores de cabeça, letargia e irritabilidade durante o jejum. Faça o mesmo com alimentos ricos em açúcar.

Reduzir gradualmente seus exercícios evitará que seu corpo tenha um potencial "pouso forçado" se você interrompê-los abruptamente. No entanto, lembre-se de que você deve sempre procurar orientação médica antes de iniciar um jejum prolongado se tiver algum problema de saúde.

DESEJANDO JEJUM

O diabo tenta impedir o povo de Deus de jejuar com todo tipo de seduções e tentações. O jejum parece ter saído de "moda" na igreja de hoje. Muitos cristãos não jejuam.

Alguns acham isso inconveniente, enquanto outros não estão dispostos a pular uma única refeição. Esta é uma área onde a carne está dominando o espírito na vida de muitos crentes. Se quisermos ser eficazes na guerra espiritual, precisamos ter uma prática regular de jejum e talvez até mesmo planejar períodos específicos do ano para dedicar à oração e ao jejum.

Todo jejum deve ser acompanhado de humildade e confissão de pecados que são mais do que meras pretensões e palavras.

A ATITUDE DO JEJUM

Que atitudes devemos ter durante o jejum? Primeiro, todo jejum deve ser acompanhado de humildade e confissão de pecados que são mais do que meros fingimentos e palavras. Em Isaías, o Senhor lamentou “Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim” (Isaías 29:13).

Em segundo lugar, para que o jejum e a oração sejam eficazes, devemos ser generosos no hábito de doar e ajudar os necessitados. Quando os israelitas perguntaram por que Deus parecia ignorá-los quando jejuavam: "Por que jejuamos nós, e tu não atentas para isso? Por que afligimos as nossas almas, e tu não o sabes?", Deus respondeu: "Eis que no dia em que jejuais achais o vosso próprio contentamento, e requereis todo o vosso trabalho." (Isaías 58:3). Ele passou a acusá-los de explorar o trabalho e jejuar para "brigas e debates"; porque não estavam jejuando para se aproximarem de Deus (ver versículos 3-4). Ele os lembrou que o propósito do jejum não era tornar a pessoa miserável ou afligir a alma (ver versículo 5) e então explicou o que significa jejuar de uma maneira que lhe agradasse: "Não é este o jejum que escolhi: soltar as ataduras da impiedade, desfazer as ataduras do jugo, deixar livres os oprimidos e desfazer todo jugo? Não é também que vocês repartem o seu pão com o faminto e tiram os pobres das suas casas? E quando vê o nu, cobre-o e não se esconde do seu próximo?" (Isaías 58: 6-7)

O verdadeiro jejum é a entrega do "eu" ao serviço de Deus e do homem. Ficar sem comer não só nos torna mais conscientes da magnitude de Deus, mas também daqueles que passam por necessidades na vida. Deus lhe ensinará a compartilhar o pão com os famintos e a cuidar dos desabrigados. Isso o inspirará a estender a mão com compaixão aos pobres e desfavorecidos. Jejuar pelos motivos certos lhe dá a aprovação de Deus e o prepara para se envolver na guerra espiritual pelos outros.

Ministrado em 15/05/2025 por: Pra Alice

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